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HIFU para Câncer de Próstata: CFM Autoriza Nova Terapia Focal no Brasil

O que é o HIFU e por que essa notícia é importante?

Se você ou alguém da sua família recebeu um diagnóstico de câncer de próstata recentemente, provavelmente já ouviu falar em cirurgia e radioterapia. Agora, existe uma terceira opção regulamentada no Brasil: o HIFU (ultrassom focalizado de alta intensidade).

Em maio de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a Resolução nº 2.457/2026, que autoriza e regulamenta o uso do HIFU e da crioablação como alternativas de tratamento para casos selecionados de câncer de próstata.

Até então, essas técnicas eram consideradas experimentais no país. Essa mudança representa um marco: pacientes brasileiros agora têm acesso, com respaldo ético e regulatório, a uma abordagem que já é praticada há anos em centros de referência na Europa e nos Estados Unidos.

Como o HIFU funciona

O HIFU usa ondas de ultrassom de alta intensidade concentradas precisamente na área do tumor dentro da próstata. Essas ondas elevam a temperatura do tecido-alvo a cerca de 90 °C, destruindo as células cancerosas — enquanto as estruturas saudáveis ao redor são preservadas.

O procedimento é guiado por imagem em tempo real e realizado com margem de segurança ao redor da lesão.

A grande diferença em relação aos tratamentos tradicionais: em vez de remover ou irradiar toda a próstata, o médico trata apenas a área comprometida.

É por isso que falamos em terapia focal — o mesmo princípio que revolucionou o tratamento de tumores em mama e fígado, agora aplicado à próstata.

A principal vantagem: preservar a qualidade de vida

Os tratamentos convencionais do câncer de próstata — prostatectomia radical e radioterapia em toda a glândula — são eficazes, mas podem trazer consequências significativas: incontinência urinária e disfunção erétil .

Como o HIFU poupa os tecidos adjacentes ao tumor, a promessa central da terapia focal é justamente reduzir drasticamente esses efeitos colaterais, mantendo o controle oncológico da doença.

Para muitos homens em idade ativa, essa combinação de eficácia e preservação da função sexual e urinária muda completamente a equação do tratamento.

Quem pode fazer HIFU? A seleção é rigorosa — e isso é bom

A resolução do CFM é clara e criteriosa. O HIFU é indicado para:

  • Câncer de próstata de risco intermediário favorável, com tumor unifocal e unilateral (localizado em apenas uma área da próstata), sem discordância entre os exames de imagem e a biópsia;
  • Tratamento de resgate para pacientes já submetidos a radioterapia externa ou braquiterapia em que a doença voltou de forma localizada;
  • Excepcionalmente, casos de baixo risco bem selecionados, com lesões de grande volume ou que não se encaixam na vigilância ativa.

⚠️ Importante: a resolução proíbe o uso do HIFU em casos de risco intermediário desfavorável, alto e muito alto.

Quem tem doença de baixo risco geralmente nem precisa desse tratamento — pode optar pela vigilância ativa. E quem tem doença agressiva precisa de abordagem mais completa, como a cirurgia robótica ou a radioterapia.

Essa seleção rigorosa não é uma limitação burocrática: é o que garante que o paciente receba o tratamento certo para o seu caso.

Por isso, a avaliação por um urologista especializado em uro-oncologia, com análise detalhada da ressonância magnética multiparamétrica e da biópsia, é o primeiro passo indispensável.

O acompanhamento após o HIFU é obrigatório — e detalhado

Receber a terapia focal não encerra o acompanhamento. A resolução determina um protocolo de seguimento:

  • PSA a cada 3 meses no primeiro ano; A cada 6 meses nos dois anos seguintes; Anualmente a partir do quarto ano;
  • Biópsia prostática entre 6 e 12 meses após o tratamento, para confirmar a eficácia;
  • Ressonância magnética multiparamétrica anualmente.

Esse rigor de seguimento é uma das razões pelas quais a escolha do médico e do centro de tratamento faz tanta diferença.

HIFU substitui a cirurgia robótica?

Não — e é importante que o paciente entenda isso. A terapia focal não substitui a cirurgia ou a radioterapia para a maioria dos pacientes.

Ela é uma opção valiosa para um grupo específico: tumores localizados, de risco intermediário favorável, bem caracterizados pela imagem e pela biópsia.

Como urologista com atuação em cirurgia robótica e uro-oncologia, minha abordagem é sempre individualizada.

O ideal é avaliar cada caso considerando o estágio da doença, as características do tumor, a idade, as comorbidades e — fundamentalmente — as prioridades de qualidade de vida de cada paciente.

Em alguns casos, a prostatectomia robótica continua sendo a melhor escolha; em outros, o HIFU oferece controle oncológico com menos sequelas.

Próximo passo: uma avaliação especializada

Se você foi diagnosticado com câncer de próstata ou acompanha alguém nessa situação, a pergunta certa não é “qual tratamento é o melhor?” — e sim: “qual tratamento é o melhor para o meu caso?”.

A autorização do HIFU pelo CFM amplia o leque de opções disponíveis no Brasil.

Agendar uma consulta com um urologista especializado em uro-oncologia é o caminho para entender se você é candidato à terapia focal, à cirurgia robótica, à radioterapia ou à vigilância ativa.

👉 Agende sua consulta com o Dr. Rafael Meduna e receba uma avaliação completa do seu caso, com plano de tratamento individualizado.